Apresentação

O tema da violência, quase esquecido antes da década de 80, passou a ser um dos que mais ocupa as discussões acadêmicas em seminários e congressos, assim como o debate na grande imprensa. A divulgação rápida permitida pelo interesse que desperta na mídia, no entanto, muitas vezes tem chegado perto da vulgarização que distorce a informação e confunde mais que esclarece. O próprio conceito de violência tem sido usado abusivamente a encobrir qualquer acontecimento ou problema social visto como socialmente ruim ou ideologicamente condenável, resultando disso, a confusão com a desigualdade social, a miséria e outros fenômenos. Seu caráter ideológico fica claro quando o adjetivo "violento" é utilizado, sistematicamente para caracterizar o "outro", o que não pertence ao seu estado, cidade, raça, etnia, classe social, bairro, família, grupo.

Ao mesmo tempo em que o paroquialismo nas imagens do crime se reforça, o crime violento torna-se cada vez mais inequivocamente parte dos processos globais econômicos e socio-culturais. Compreender e distinguir os entrelaçamentos de processos complexos e diferenciados entre si que perpassam o aparecimento da violência nas relações sociais como a violência institucional, da violência entre conhecidos e desconhecidos no espaço público e da chamada violência doméstica é fundamental para elaboração de novas políticas públicas de segurança e de prevenção e tratamento nas práticas sociais mais associadas à violência ou as várias violências.

O Núcleo de Pesquisa das Violências começou suas atividades em 1997 e tem uma orientação transdisciplinar e interinstitucional. Inicialmente, o foco de análise tem sido as regiões metropolitanas de Belo Horizonte e do Rio de Janeiro.
 

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Pesquisa de Vitimização no Rio de Janeiro


Pesquisa de Vitimização 2005/2006 - Primeiros Resultados - Relatório Executivo:
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