

Apresentação:
A disponibilidade, distribuição e permanência de médicos constituem desafios estratégicos para a sustentabilidade dos sistemas de saúde, particularmente em contextos marcados por desigualdades territoriais, mudanças nas expectativas profissionais e crescente complexidade das organizações de saúde.
No Brasil, diferentes políticas e estratégias nacionais foram desenvolvidas ao longo das últimas décadas para enfrentar problemas relacionados à escassez, à distribuição desigual e à fixação de médicos, especialmente no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Essas experiências oferecem importante campo de análise e reflexão para outros sistemas de saúde que enfrentam desafios semelhantes, incluindo Portugal.
A mesa-redonda propõe reunir investigadores e profissionais brasileiros e portugueses para discutir, a partir de uma perspectiva comparativa, os fatores que influenciam a satisfação profissional, a intenção de permanência ou saída e a retenção de médicos nos sistemas de saúde. A atividade pretende constituir um espaço de intercâmbio científico e de discussão conceptual, contribuindo para o aprofundamento da análise dos determinantes da retenção médica e para a construção de uma perspectiva comparativa entre Brasil e Portugal.



