Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro

Coordenação de Extensão

O Instituto de Medicina Socail Hesio Cordeiro vem incrementando sua Coordenação de Extensão com projetos e cursos.

Projetos de Extensão

ProjetoCoordenadorResumo
Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos HumanosLAURA LÖWENKRONCriado em 2002 com apoio da Fundação Ford, o Centro Latino- Americano em Sexualidade e Direitos Humanos (CLAM) é um projeto vinculado ao Instituto de Medicinal Social – IMS/UERJ. O CLAM tem por objetivo geral fomentar o debate sobre gênero, sexualidade, saúde e direitos humanos, de modo a contribuir para a diminuição das desigualdades de gênero e para a luta contra a discriminação das minorias sexuais. Suas atividades incluem a produção, organização e difusão de conhecimentos dos estudos sobre sexualidade na perspectiva dos Direitos Humanos. Articuladas à pesquisa e ao ensino, as atividades de extensão universitária do projeto incluem: um projeto de comunicação e divulgação científica com conteúdos originais publicados na plataforma virtual https://clam.org.br/, que serve como arquivo vivo da produção acadêmica do Centro, bem como nas redes sociais do Centro (Facebook e Instagram); a realização de eventos e participação em fóruns públicos; e a organização de projetos de capacitação para profissionais de diversas áreas. Desde seu surgimento, o CLAM tem estimulado o diálogo nacional e internacional acerca da sexualidade no seio da sociedade civil e na esfera pública institucional. Em oposição à hegemonia da abordagem biomédica nessa área, partimos da perspectiva que considera que sexo, sexualidade, gênero e reprodução constituem aspectos fundamentais da experiência humana e social e devem ser objeto de proteção. Com auxílio das ferramentas das Ciências Sociais e das Humanidades, promovemos uma reflexão comparativa consistente e aprofundada sobre práticas, políticas, saberes e direitos sexuais, de modo a informar o ativismo e desenhar políticas públicas inovadoras e eficazes, capazes de reverter o quadro de marcada injustiça e desigualdade social que caracteriza o mundo contemporâneo.
Comunicação Social e Institucional em Saúde ColetivaMARIO ROBERTO DAL POZO projeto visa divulgar conhecimento para a qualificação do debate público sobre Saúde e Sociedade no Brasil. Nesse sentido, a Comunicação Social e Institucional do Instituto de Medicina Social (IMS) contribui ao posicionamento desta unidade como referência científica, acadêmica e política na área da Saúde no âmbito nacional, regional e global, divulgando conhecimentos inovadores e análises críticas cruciais para o desenvolvimento e democratização da área.
Tendo como veículo principal seu website, a Comunicação do IMS produz matérias, notícias e conteúdos audiovisuais online, também divulgados através das suas mídias sociais (Facebook, Instagram e YouTube), bem como tarefas de assessoria de imprensa, visando um público acadêmico, profissional, gestor e ativista tanto nacional como internacional. Através destes meios divulgam-se informações precisas, acessíveis e atualizadas acerca do IMS, sua história, composição, parcerias e gestão institucional, bem como da produção científica das suas linhas e projetos de pesquisa e oferta de programas, cursos e eventos acadêmicos.
As estratégias da área são desenhadas e avaliadas por um  Grupo de Trabalho interno, em funcionamento há quatro anos, vinculado à Direção e ao Conselho Departamental do IMS. Sua gestão cotidiana envolve a colaboração entre a Secretaria do Instituto e um profissional da Comunicação contratado, cujas tarefas incluem a postagem da agenda e novidades internas da instituição e produção de matérias de conteúdo variável do campo da Saúde Coletiva e sua presença em mídias sociais.
O planejamento para 2023 inclui o lançamento do novo website do IMS, desenvolvido durante 2022, e o aprimoramento da produção dedicada à divulgação científica no campo da Saúde Coletiva
Maternidades e violências: fortalecimento do direito à saúde e redes de acolhimentoLAURA LÖWENKRONO projeto busca fomentar um debate intersetorial, interdisciplinar e interinstitucional sobre maternidades e violências no Brasil e promover o fortalecimento do direito à saúde e de redes de acolhimento para mães cujas maternidades foram atravessadas por diferentes tipos de violência: retirada compulsória de crianças de famílias vulnerabilizadas pelo poder judiciário, violência/racismo obstétrico e assassinato dos filhos por agentes de Estado. Para isso oferece um curso online e gratuito, produzido pela Rede Transnacional de Pesquisas sobre Maternidades Destituídas, Violadas e Violentadas (REMA/CNPq), pela plataforma Telessaúde UERJ. O curso é composto por 7 aulas gravadas acompanhadas por materiais didáticos e complementado por rodas de conversa com os participantes. A proposta justifica-se pela importância de colocar em diálogo ativistas, pesquisadoras, profissionais da saúde, assistência social, direito e outros públicos interessados no tema dos direitos reprodutivos, buscando fomentar a troca de saberes e experiências. Como resultado, espera-se sensibilizar o público-alvo sobre as desigualdades que atravessam o direito de maternar e as consequências de sua violação para mulheres em situação de vulnerabilidade social, visando aprimorar o seu atendimento em equipamentos públicos e em organizações da sociedade civil voltadas para o acolhimento e a garantia de direitos de vítimas de tais violações.
Sexualidad, Salud y Sociedad- Revista LatinoamericanaMARINA FISHER NUCCIA revista Sexualidade, Saúde e Sociedade- Revista Latino Americana, hospedada no portal de revistas eletrônicas SEER da UERJ é um fórum acadêmico virtual, de acesso gratuito, destinado à elaboração teórica e à discussão e disseminação de resultados de pesquisas inovadoras; um meio de divulgação de um conhecimento simultaneamente sólido, do ponto de vista acadêmico, e relevante, do ponto de vista social e político.
Violência policial, encarceramento em massa e Saúde ColetivaRICARDO URQUIZAS CAMPELLOEsta proposta tem por objetivo construir uma ação de extensão do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/UERJ) para o desenvolvimento de atividades de pesquisa, formação e intervenção em torno dos impactos da violência de Estado sobre a Saúde Coletiva. Mais especificamente, o projeto se concentra nas formas de atuação das agências que compõem os sistemas de segurança pública e justiça criminal e seus efeitos sobre a saúde das pessoas infligidas. O propósito consiste em desenvolver atividades voltadas à discussão teórica e ferramentas de intervenção prática em torno das relações entre violência policial, encarceramento em massa e Saúde Coletiva. Para isso, a proposta prevê a realização de cursos, seminários e oficinas que contem com a participação de estudantes, pesquisadoras/es, movimentos sociais, familiares de vítimas e profissionais da área da saúde, tendo como base principal de suas atividades o intercâmbio de saberes e perspectivas entre a academia e os grupos vitimizados pela violência estatal. Dado o caráter eminentemente interdisciplinar dos problemas concernidos, o desenvolvimento do projeto prevê o engajamento de estudantes das áreas de Saúde Coletiva, Ciências Sociais, Serviço Social, Psicologia, Direito, Enfermagem e Medicina. Dentre os resultados previstos, pretende-se elaborar estratégias de escuta qualificada e atenção primária à saúde de pessoas encarceradas, saúde mental de populações moradoras de favelas, egressas/os do sistema prisional, vítimas de violência policial e suas/seus familiares e redes de afeto.
Os dilemas do SUS e a formação democrática da opinião públicaRONALDO TEODORO DOS SANTOSO presente projeto extensão parte da premissa de que o escopo da opinião pública sobre os serviços SUS é de fundamental importância para o aprimoramento do Sistema. Considerando que a compreensão dos mecanismos que têm definido a percepção pública acerca dos serviços de saúde pública no Brasil é decisiva para os rumos da sua implementação, o presente projeto se ocupará das seguintes dimensões: (i) identificação dos desafios internos à produção de informação no SUS e (ii)  promoção de estratégias para a formação democrática da opinião pública em saúde. Com a Lei Orgânica da Saúde (8080/90), torna-se claro o paradoxo que se impõe entre o esforço de reconhecer a saúde como um direito público universal, por um lado, e a reafirmação do monopólio do acesso a informação, por outro. Este, invariavelmente, centrado nas mãos de um mercado restrito de grandes mídias. Dito de outro modo, se no caso da assistência à saúde a legitimidade da regulação e oferta por parte estado é reconhecida como um dever público, na área da comunicação este princípio democrático está enquadrado em uma chave corporativo-mercantil. Esta perspectiva é convergente com a reflexão de Pinheiro e Lofego (2012), que identificam no processo de redemocratização uma contradição na regulação entre os dois sistemas: no caso da comunicação uma oferta definida em um arranjo fortemente centralizado, enquanto que na área da saúde pública se consolidava a descentralização como princípio para o funcionalmente institucional.
Essa formulação do problema se propõe, portanto, discutir não apenas a forma como o Estado vem fazendo uso da sua prerrogativa pública de comunicar-se, mas procura problematizar em que medida a consolidação do direito à saúde exige a superação do déficit democrático que se verifica na área do sistema de comunicação brasileiro, comprometendo as dimensões públicas da cidadania
nos dois setores.
Biblioteca Virtual em Saúde em Integralidade – FASE 2ROSENI PINHEIROIniciado em 2006, o projeto para a construção da Biblioteca Virtual em lntegralidade em Saúde, fruto da iniciativa conjunta do GP do CNPq LAPPIS/IMS/UERJ – REDE BVS FIOCRUZ (ICICT/Biblioteca do Instituto Fernandes Figueira), Biblioteca Carlos Gentile de Mello (Biblioteca  Biomédica CBC/UERJ/IMS), Rede Sirius UERJ e o Centro Latino Americano de Informação em Ciências da Saúde – BIREME configura-se no projeto de construção coletiva de âmbito nacional e internacional, orientado por um Comitê Executivo e e um Consultivo. Nesta fase 2 iniciada em fevereiro de 2023, logrou  a execução do seu cronograma de atividades do Plano de ação  mediante ao Fortalecimento da Rede BVS, que se destinou a avaliar a maturidade da BVS, cujo miiconresso  realizado e outubro de 2024, possibilitou os desdobramentos relativos as ações de monitoramento e avaliação das atividades desse este seguimento, com reuniões com membros dos Comites (Executivo e Consultivo BVS Integralidade, BVS Fiocruz e Rede Sirius UERJ, incluindo IESda Amazonia Legal. Com a curadoria concluida e migrações finalizadas poderemos  favorecer  ao usuario pesquisador e socidade, o acesso eficiente, online e equitativo aos produtos e serviços de qualidade disponibilizados na Internet alargando o escopo de ações, mais inclusivas, de natureza interinstitucuional, multiprofissional e comunitaria.
Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental da Infância e Adolescência (LEPSIA-IMS/UERJ) – Grupo de estudos on-line: estudos críticos sobre diagnósticos psiquiátricos infantojuvenisROSSANO CABRAL LIMAO Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental da Infância e Adolescência (LEPSIA) do IMS/UERJ articula distintos campos do saber em torno do tema da saúde mental de crianças e adolescentes, por meio de iniciativas de caráter interdisciplinar, englobando pesquisa, ensino e extensão. Este projeto de extensão tem a finalidade de iniciar um grupo de estudos on-line aberto para estudantes, trabalhadores e outros interessados na comunidade, visando abordar de modo crítico os principais diagnósticos infantojuvenis presentes nas classificações psiquiátricas atuais (DSM-5 e CID 11). O grupo de estudos terá frequência quinzenal e será conduzido por discentes e egressos da pós-graduação do IMS/UERJ, abrangendo discussões teóricas e/ou articuladas à prática no campo da atenção psicossocial e intersetores, relacionadas ao impacto dessas entidades diagnósticas em diferentes áreas da sociedade, em especial as famílias e as escolas, criando identidades e sociabilidades em torno de categorias biomédicas. O projeto visa contribuir para a circulação de conhecimentos críticos sobre saúde mental, psiquiatria e medicalização de crianças e adolescentes para um conjunto amplo de atores sociais.
Desenvolvimento de estratégias para a qualificação do cuidado prestado a crianças e adolescentes com suspeita ou diagnóstico confirmado de câncer.THAÍS JERONIMO VIDALO projeto de extensão propõe o desenvolvimento de estratégias – em parceria com organizações da sociedade civil, gestores públicos e profissionais de saúde – que tenham por objetivo qualificar o cuidado prestado a crianças e adolescentes com suspeita ou diagnóstico de câncer. A presente proposta tem como ponto de partida a parceria com o Instituto Desiderata, uma organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) que atua há mais de vinte anos com o  fortalecimento das políticas públicas de diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil e de humanização do cuidado no Rio de Janeiro. O trabalho conjunto do Instituto de Medicina Social (IMS-UERJ) com o Desiderata tem o potencial de fornecer à Rede de Atenção à Saúde Infantojuvenil novos diagnósticos, estratégias e instrumentos que poderão contribuir para o fortalecimento do diagnóstico precoce; para práticas de cuidado humanizadas e ainda para uma maior aproximação entre universidade, organizaçãoes da sociedade civil e diferentes níveis de atenção à saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

Cursos de Extensão

CursosCoordenadorObjetivos
Gestão de Consórcios de Saúde – ênfase gerênciaFABIANO SALDANHA GOMES DE OLIVEIRACapacitar profissionais para gerências específicas de consórcios intergovernamentais de saúde, em especial para consórcios intermunicipais, através do desenvolvimento de competências específicas que abordam a aplicação dos conhecimentos teóricos e práticos referentes aos aspectos orçamentários, contábeis, de prestação de contas, fiscais a que os consórcios públicos estão submetidos
Gestão de Consórcios de Saúde – ênfase fundamentos e implementaçãoFABIANO SALDANHA GOMES DE OLIVEIRACapacitar profissionais para gerências específicas de consórcios intergovernamentais de saúde, em especial para consórcios intermunicipais, através do desenvolvimento de competências específicas que abordam a aplicação dos conhecimentos teóricos e práticos referentes aos aspectos orçamentários, contábeis, de prestação de contas, fiscais a que os consórcios públicos estão submetidos

Eventos de Extensão

EventosCoordenadorObjetivos
Mesa Redonda Pessoas privadas de liberdade e a garantia do direito à saúde: práticas, desafios e caminhos possíveisTHAÍS JERONIMO VIDALO tema “Criminologia e Saúde da População Carcerária” foi eleito como o de maior interesse entre os estudantes de medicina para iniciar um Ciclo de Discussões em Medicina e Sociedade. Pensando nisso, foi proposta essa atividade no dia 22 de agosto de 2025, às 14 h, no auditório do Instituto de Medicina Social (IMS), 6º andar. O evento tem como objetivo debater as práticas atuais, os desafios e as possibilidades de avanço na garantia do direito à saúde para pessoas privadas de liberdade, pensando o papel dos profissionais de saúde nesse contexto. Para tanto, contará com a presença do prof. Dr. Martinho Braga Batista e Silva (IMS/ Uerj), da pesquisadora Dra. Luciana Simas Chaves de Moraes (Ensp/ Fiocruz), da estudante de pós graduação Kelly Alessandra Segabinazi (NAF Prisional do Rio de Janeiro) e do professor Dr. Ricardo Urquizas Campello (IMS/Uerj). A mesa redonda é uma iniciativa do Centro Acadêmico Sir Alexander Fleming em parceria com as docentes da disciplina de Saúde Coletiva 1, ofertada pelo IMS-Uerj.